segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Eldorado Business Tower é o primeiro edifício certificado Leed® Platinum da América Latina

Fonte: CTE

  No último dia 19 de agosto, o Eldorado Business Tower, edifício de arquitetura marcante e imponente na Av. das Nações Unidas, região da Marginal Pinheiros da capital de São Paulo, obteve o LEED® C&S – Platinum, o mais alto nível de certificação Greenbuilding pelo USGBC (United States Greenbuilding Council). Este é o primeiro empreendimento certificado nessa categoria em toda a América Latina, o oitavo no mundo e o terceiro fora dos Estados Unidos, país de origem do USGBC.
   A certificação LEED® C&S (for Core & Shell) – que essencialmente avalia e reconhece as soluções e tecnologias sustentáveis adotadas no projeto e na obra para reduzir os impactos ambientais de uma edificação, considerando o núcleo do edifício, todas as áreas comuns e as fachadas da edificação – só pode ser obtida pelo esforço da Gafisa S/A e São Carlos Empreendimentos, responsáveis pela incorporação, e pelo empenho e integração de todos os agentes envolvidos na concepção do Eldorado Business Tower: projetistas, construtora, consultores, fornecedores e administração predial.
   O empreendimento com área construída de 128.645 m², em um terreno de 10.379 m2, é composto por 32 pavimentos, 4 subsolos (1.805 vagas), edifício garagem com 7 pavimentos, centro de convenções e heliponto.
   Entre os principais resultados que demonstram a alta performance ambiental do Eldorado Business Tower, pode-se destacar:

• 33% de economia de no consumo de água potável, comparado ao padrão norte-americano.
• 100% de economia de água potável para irrigação
• 18% de economia no consumo de energia
• 74% de todo resíduo gerado na obra foi desviado de aterros
• 30% de todo material empregado é de origem reciclada
• 50% de todo material adquirido é de origem local
• 95% de toda madeira certificada pelo FSC (Forest Stewardship Council);
• 25% de redução da vazão e volume de água lançada na rede pública durante as chuvas

   Para Luís Fernando Bueno, Diretor de Operações da Gafisa, empresa responsável pela incorporação e construção do Eldorado Business Tower, “o EBT nasceu com a premissa de ser um dos mais modernos do mundo e ecologicamente correto. Isso norteou toda a sua concepção e obra, que se transformou em um novo marco urbano na cidade de São Paulo e do País. A certificação é o reconhecimento internacional não só do trabalho de toda equipe envolvida, como também do Brasil em produzir obras no mais alto padrão de qualidade, tecnologia e sustentabilidade do mundo.”
    Para Anderson Benite, Diretor da Área de Sustentabilidade do CTE – Centro de Tecnologia de Edificações, empresa responsável pela consultoria em Greenbuilding para o edifício, “a certificação Platinum foi uma grande conquista para o empreendimento e um salto gigantesco para a evolução da construção sustentável no Brasil, demonstrando que este novo paradigma para a construção torna-se cada vez mais uma realidade”.
   Diferenciais do projeto do Eldorado Business Tower que possibilitaram a certificação LEED® C&S - Platinum

  Implantação e terreno sustentável

• Localizado em uma área urbanizada e comercial, com fácil acesso à estação de metrô, a diversos pontos de ônibus e a serviços básicos para aprimorar a conectividade com a comunidade local, incluindo passarela para integração e acesso dos ocupantes ao Shopping Center Eldorado.
• Instalação de cobertura verde e uso de revestimentos claros que reduzem o efeito de ilhas de calor nos pisos e nas coberturas.
• No estacionamento, 97% das vagas de garagem são cobertas, 91 vagas preferenciais são demarcadas para veículos movidos a álcool ou GNV, estando disponíveis 44 bicicletários e vestiários para os seus ocupantes.
• Maior área de infiltração do terreno, sistema de retenção e filtragem de água pluvial para diminuir o volume de água disposto na rede pública, reduzindo o potencial de enchentes no entorno.
• Adoção de controles rigorosos e treinamentos das equipes de obra para reduzir a poluição no solo e no ar proveniente das atividades de construção.

  Uso racional da água

• Captação, tratamento e aproveitamento de águas pluviais para irrigação, lavagem de pisos e abastecimento de bacias sanitárias e mictórios das áreas comuns.
• Especificação de paisagismo com espécies de plantas nativas e adaptadas ao clima local, por consumirem menos água.
• Uso de equipamentos economizadores de água, como bacia com caixa acoplada com duplo acionamento (3 e 6 litros), mictórios de baixa vazão (0,7 litros por acionamento) e com fechamento automático, torneiras de lavatório com fechamento automático e torneiras de uso geral com restritores de vazão.

   Eficiência energética

• Baixo percentual de área envidraçada e transparente na fachada (43%) e utilização de vidros de alto desempenho, reduzindo o ganho de carga térmica pelos ambientes internos e, consequentemente, a maior demanda de condicionamento de ar.
• Persianas dos andares tipo acopladas a um sistema inovador que controla automaticamente o fechamento e abertura, em função da incidência de radiação solar em cada fachada do edifício, reduzindo assim o ganho de carga térmica pelas fachadas e evitando o ofuscamento nos ambientes internos.
• Luminárias eficientes e projeto desenvolvido com baixa densidade de potência nos ambientes (watts/m2).
• Elevadores com sistema de antecipação de chamada e com mecanismo que recupera a energia durante as frenagens.
• Sistemas prediais devidamente comissionados, assegurando que foram executados e testados e que operam de acordo com o previsto em projeto.
• Sistema de medição de energia individualizado com sistema informatizado para o gerenciamento integrado de energia do edifício como um todo.
• Roda entálpica que aproveita a energia térmica remanescente do ar (frio), que é exaurido do prédio, permitindo esfriar o ar que está entrando no edifício, reduzindo assim o consumo de energia para o condicionamento de ar.
• Motores de alto desempenho com selo Procel.
• Condicionamento de ar inovador com sistema VRF (Variable Refrigerant Flow), sistema multi-split com uma unidade externa (condensadora) ligada a múltiplas unidades internas (evaporadoras), garantindo melhor distribuição do ar, maior flexibilidade no uso e a medição de consumo de energia de forma individualizada pelos locatários.

   Materiais sustentáveis e recursos naturais • Infraestrutura adequada para realização da coleta seletiva.

• Seleção e aplicação de materiais com alto conteúdo reciclado (30%).
• Materiais extraídos, beneficiados e manufaturados dentro de um raio de 800km (50%).
• Utilização de produtos com madeira certificada FSC (95%).
   Qualidade do ambiente construído

• Utilização de gases refrigerantes para o sistema de condicionamento de ar com baixo potencial de agressão à camada de ozônio e ao aquecimento global.
• Proibição do fumo no interior do edifício e nas áreas próximas das tomadas de ar e janelas.
• Projeto desenvolvido para se obter uma alta taxa de renovação do ar nos ambientes e a sua filtragem por filtros especiais.
• Sensores de CO2 para monitorar e assegurar a adequada renovação do ar nos ambientes internos.
• Seleção e aquisição de tintas, selantes, vernizes e carpetes com baixa emissão de COV (Compostos Orgânicos Voláteis), prejudiciais à saúde dos ocupantes.
• Implantação de um Plano de Gestão da Qualidade do Ar Interno durante a fase de obra, garantindo o ambiente e os dutos de ar condicionado limpos para os ocupantes.
• Grandes áreas envidraçadas nas fachadas para garantir a integração do usuário com o ambiente externo (90%).


Reportagem enviada pela Mayara Oliveira Barbosa, site para consulta: http://green.arquitetura.com/?p=41

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4 comentários:

  1. É interessante como estes dois itens que no meu entendimento são os mesmos, mas apresentam porcentagens% diferentes, apesar dos números# não terem nenhum significado ainda como estudante (não tenho os parâmetros).
    --Baixo percentual de área envidraçada e transparente na fachada (43%) e utilização de vidros de alto desempenho. (ganho de energia em climatização)
    --Grandes áreas envidraçadas nas fachadas para garantir a integração do usuário com o ambiente externo (90%). (ambiente visualmente salubre)

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  2. gente, mandei um email pra livia postar no domingo, super legal sobre a campanha do teto branco, que ajuda a diminuir a temperatura do meio ambiente. está tudo explicado no email... só estou esperando a livia postar até amanhã.
    Helena Andrello

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  3. Finalmente as pessoas começaram a perceber a importância de se viver de modo mais sustentável e ecológico. Essas certificações( LEED, etc. ) passaram a ser vistas como algo positivo para a imagem do edifício e da empresa que este possa abrigar. Como uma espécie de propaganda, se esta não for feita como um greenwash será bastante positivo não somente para a empresa como para a sociedade como um todo.
    Mesmo que as práticas mais sustentáveis de construção ainda estejam germinando, acredito, como futura arquiteta, que esta será uma prática bastante recorrente e usual quando for trabalhar no futuro.

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  4. Desde de quando eu ouvi falar pelo LEED, na semana da Arquitetura de 2009, realmente me interessei pela questão. Cheguei a pesquisar á época, mas não me aprofundei muito. Hoje, que demos inicio a matérias mais específicas, com relação a sustentabilidade, e tive que pesquisar novamente, comecei a formar uma opinião mais embasada.
    É claro que todo arquiteto em sã consciencia aprova a sustentabilidade (considerando, claro, que nem todo arquiteto goza desse estado..rs), pois, o planeta é nossa matéria prima, então, nada mais lógico do que apoiar, e se empenhar, quem sabe um de nós não sejamos, no futuro, agraciados com um Pritzker por um conjunto de Ecoarquitetura...
    A técnologia como nossa aliada, hoje, cria não só inumeras possibilidades de balanço e vãos livres, mas também a possibilidade de nos entendermos melhor com o meio ambiente. Já refleti muitas vezes nesse último ano: "nossos antepassados prejudicavam menos o meio ambiente porque eram em aparente menor quantidade populacional, ou por que se preocupavam mais com o meiuo ambiente? ou será os dois?"...na nossa insessante busca por compreender a natureza para controlá-la, nos esquecemos do respeito, tanto para com o próximo, quanto para o meio em que vivemos...então, que tal, futuros arquitetos, nos preocuparmos hoje em compreender para evoluir, e não para dar prosseguimento a grande involução intelectual na qual vivemos hoje?! está lançada a proposta..é esse o mundo que queremos deixar para nossos filhos? (clichê, eu sei, mas a mais pura verdade)..creio que o LEED foi uma grande "sacada" para estabelecer uma ordem, uma forma de tornar a ecologia uma competição..já que o ser humano é um ser extremamente competitivo e territorialista, como não podemos mais nos dar ao luxo de grandes parcelar de território para controlar, que seja então o conceito de ecologia e sustentabilidade uma forma de fazer com que o ser humano, ou pelo menos a parcela que representa arquitetos e engenheiros, grandes responsáveis pela mancha cinza do planeta, se empenhem em ganhar, se empenhem em fazer seu melhor, quem sabe se continuarmos com essa corrente, se cada um de nós, agora estudantes, nos comprometermos em dar nosso melhor pelo planeta, um dia nossos filhos, netos, bisnetos, possam ver o mundo da forma magnifica que ele é, com a arquitetura como uma eterna contadora de história e não como uma massa que nos impede de nos locomovermos, de respirar, ou até de viver...

    Bom..acho que já fui longe de mais... =D
    Um Abraço Arquitetos...até a próxima...

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