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sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Primeiro carro elétrico comercial do Brasil pode ser produzido em Limoeiro do Norte, no Ceará
Elifas Gurgel/ Divulgação
Logo mais, às 10 horas, o pesquisador e engenheiro Elifas Gurgel apresentará, em Fortaleza, o primeiro protótipo de carro 100% elétrico nacionala ser comercializado no País. Apenas o preço dos componentes elétricos pesquisados para este modelo experimental, um veículo Gol G4/ 2009, foi orçado em R$ 60 mil e prevê uma economia de emissão de gás carbônico de 160 kg por 1 mil km rodado.
Após conversas informais, desde o ano passado, com os ministros Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e Guido Mantega, da Fazenda, além de técnicos da equipe econômica do governo federal, ele antecipou ao IG que deverá propor, dentro de três meses, um modelo de negócios final para que o carro elétrico brasileiro seja fabricado inicialmente na região do semi-árido nordestino.
Segundo o engenheiro, que tem parentesco com o histórico empresário João Gurgel, já existem conversas avançadas para a fabricação do carro elétrico no município cearense de Limoeiro do Norte, distante cerca de 200 km da capital e situado num pólo industrial do estado.
Gurgel explica que ainda precisa ser firmado um incentivo finaceiro com o governo do Ceará, cujo governador Cid Gomes teria se prontificado a estimular a produção das 100 primeiras unidades do carro elétrico em seu estado.
O projeto do carro elétrico desenvolvido por Gurgel e denominado de Poraquê foi financiado com uma linha de crédito de fomento à tecnologia do Banco do Nordeste (BNB), de R$ 58 mil. Os detalhes técnicos do carro, além do próprio funcionamento do mesmo, estão entre as atrações a serem apresentadas hoje, na sede do BNB, em Fortaleza (CE), na companhia do presidente do banco, Roberto Smith.
No fim do ano passado, Gurgel também apresentou o projeto de carro elétrico ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, ligado à Presidência e Casa Civil, aos ministérios do Planejamento e Meio ambiente e empresas. O engenheiro vem pesquisando esse modelo há quatro anos.
Autor: Cristiano Zaia, de Brasília Tags: BNB, carro
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Eu estava vendo esses dias uma entrevista com o Belini (presidente da Anfavea) e ele ressaltou um ponto interessante em relação aos veículos elétricos. Para tornar o veículo economicamente viável o governo quer diminuir o Imposto de Importação de 23% para 7% só que isso não seria suficiente para estourar a produção. A demanda por energia elétrica subiria muito e em algum momento o país teria que acionar as usinas termoelétricas, o que encareceria o carro. Além disso, essas usinas aumentariam o lançamento de carbono na atmosfera (de 4,5 mi toneladas para 16 mi). Essa alternativa tem que ser muito bem estruturada, caso contrário é trocar seis por meia dúzia, ou pior.
ResponderExcluirEu acho que carros elétricos no Brasil vão demorar a rodar, e como disse @M. Soares o Brasil não tem a energia necessaria. Eu gostaria de apresentar um tema: trólebus (onibus eletrico) na cidade de São Paulo. Moro num bairro que tem e acho que funciona bem, mas tem sempre alguem reclamando que são lentos. Já cronometrei e a difença é muito pequena. Mas os onibus tem mais de 10 anos e logo sairão de circulação nas linhas ainda existentes na cidade. Parece que certos ganhos ambientais duradouros não tem incentivo. http://www.itdp.org/documents/trolebus-saopaulo.pdf
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